O Impacto da Pandemia na Saúde Mental

Não podemos negar o impacto devastador da COVID-19. Já são mais de 4 milhões de casos no Brasil, com 127 mil mortos. Estamos vivendo um platô prolongado da doença no Brasil, com os casos ativos se mantendo elevados por bastante tempo.
 
A grande maioria dos infectados apresentam apenas sintomas leves e moderados, mas acabam sofrendo um grande impacto em sua saúde mental: o medo de morrer, de contaminar seus entes queridos e poder causar-lhes a morte, o isolamento…

Sintomas como ansiedade, angústia, tristeza e desânimo tem aumentado. Já foi descrita a presença de várias ondas da COVID, mas é um erro pensar que acontecem uma atrás da outra. Todas estão acontecendo juntas neste momento.

A primeira onda é a do adoecimento causado pelo vírus. A segunda é a de mortes e doenças que poderiam ter sido evitadas, mas pela sobrecarga dos serviços de saúde pelos doentes da COVID-19, não há atendimento adequado. A terceira onda é causada pela desassistência às doenças crônicas durante o período da pandemia. Muito se fala sobre a quarta onda, em que os transtornos mentais causados pelo isolamento social e pelo estresse constante e prolongado causado pela pandemia vão sobrecarregar o já precário atendimento à saúde mental existente. 
 
Segundo a OMS, alguns grupos apresentam maiores riscos de sofrimento psicológico relacionado à pandemia, como os profissionais de saúde, as crianças e as mulheres.

No Brasil os profissionais de saúde, em especial os que atuam na linha de frente em serviços públicos, estão enfrentando aumento da carga de trabalho com a superlotação dos serviços. Estão sendo obrigados a tomar decisões de vida ou morte de pacientes que disputam os escassos leitos de UTIs e enfermarias. Estão expostos a uma maior carga viral com consequente aumento no risco de infecção e morte pela Covid-19, sendo grande parcela dos mortos pela pandemia.

As crianças tiveram todas as suas rotinas interrompidas, estão privadas da convivências com seus pares e tem apresentado dificuldades em se concentrar, além de irritabilidade, inquietação e nervosismo. O isolamento das cianças em casa têm aumentado o risco de testemunharem ou de sofrerem violência e abuso.

As mulheres estão submetidas a jornadas extenuantes, além do “home office” ainda temos o “home schooling”. E as tarefas domésticas ainda são, em sua maioria, realizadas pelas mulheres.

É fundamental que as pessoas tenham acesso ao diagnóstico e tratamento dos Transtornos Mentais, principalmente num momento de crise como este. Com a diminuição dos atendimentos presenciais, o teleatendimento tem se mostrado uma ferramenta eficiente na pandemia.

“O isolamento social, o medo de contágio e a perda de membros da família são agravados pelo sofrimento causado pela perda de renda e, muitas vezes, de emprego.” Tedros Adhanom Ghebreyesus, Organização Mundial da Saúde (OMS)

https://nacoesunidas.org/oms-o-impacto-da-pandemia-na-saude-mental-das-pessoas-ja-e-extremamente-preocupante/

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